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A História de Mesquita

O município de Mesquita era, há mais de cinco séculos, habitado pelos índios “jacutinga” apelido que lhes deram os colonizadores porque se enfeitavam com penas de jacu branco, ave que tinha aparência de galinha, e que era muito comum naquela época. Eles foram exterminados porque se envolveram com outras tribos indígenas formando a Confederação de Tamoios, que lutava contra a escravização dos índios pelos portugueses. A localidade de Jacutinga é a única da Baixada Fluminense que preserva a memória daqueles primitivos aborígenes.

Por volta da Século XVIII já existia uma grande plantação de cana-de-açúcar e um engenho funcionando na descida da Serra da Cachoeira (onde hoje é o Parque Municipal). Era seu proprietário o Capitão Manoel Correia Vasques.

As terras da Cachoeira passaram por vários donos e acabaram nas mãos de Jerônimo José de Mesquita, o 1o Barão de Mesquita e, alguns anos mais tarde elas passaram para Jerônimo Roberto de Mesquita, que viria a ser o 2o Barão de Mesquita.

Em 1884, quando a Estrada de Ferro chega às terras mesquitenses, a parada do trem passa a ser chamada de Barão de Mesquita. A década de 1880 do Século XIX é marcada pelos movimentos abolicionistas, reduzindo a mão de obra, até que a Fazenda Cachoeira é transformada em pequenas chácaras de plantação de laranjas. Já no Século XX surgem, do lado direito da linha férrea, as olarias devido a qualidade do barro da região.

Por volta da década de quarenta do Século XX a população de Mesquita era de aproximadamente de 9.000 habitantes. Com o desaparecimento das plantações de laranja e também das olarias, nos dois lados de Mesquita, surgem os loteamentos e a população se aproxima de 30.000 habitantes.

Nos meados do Século XX, por volta de 1950, Mesquita é beneficiada com as primeiras indústrias que por muito tempo aqueceriam sua economia. Chegaram a BRAFERRO e a IBT empresas da área de metalurgia. Também chegou a PUMAR, indústria de sombrinhas.

A história do surgimento de Mesquita é parecida com a história de outros municípios da Baixada Fluminense. Vale a pena ler os testemunhos escritos por aqueles que mourejaram por essas plagas ao longo dos séculos. Com os novos bairros surgidos em conseqüência dos loteamentos, surgiram problemas de infra estruturas e de saneamento, os quais nos acompanham até hoje.

Em 1952 Mesquita passa a ser 5o distrito de Nova Iguaçu, formado pelos bairros de Presidente Juscelino, Edson Passos, Banco de Areia e Chatuba. Os primeiros movimentos pela emancipação aconteceram em 1957 quando realizou-se a primeira reunião na sede de um clube esportivo – Sete de Setembro – cuja sede era na rua Maria Mendes Vecchi. Foi uma iniciativa pioneira que na década de oitenta tomaria vulto com a realização de vários plebiscitos.

Três plebiscitos são realizados. O primeiro datado de 6 de setembro de 1987, vinte anos após a primeira reunião que pleiteava a emancipação. O quorum exigido por lei ficou aquém do exigido. Outro, em 28 de novembro de 1993, nas mesmas circunstâncias. Mais outro, em 26 de novembro de 1995. O Tribunal Regional Eleitoral considerou que os 44 mil eleitores estavam distantes dos 48 mil exigidos.

Finalmente, numa persistente batalha judicial, liderada por José Montes Paixão, apoiado pelos formadores de opinião pública, entre os quais alguns batistas – Framínio Aristides Gonçalves, Nisval de Magalhães e Roque da Parahyba – a vitória chegou no Poder Judiciário e no dia 25 de setembro de 1999 Mesquita foi elevada à categoria de cidade.

O município de Mesquita ocupa uma área territorial de 35,3 quilômetros quadrados, doas quais 14,2 são de área urbana. Sua população, segundo o IBGE é de 182,546 mil habitantes. O número de imóveis é de 53.832 mil residências e prédios não residenciais. O número de contribuintes é de cerca de 43.000. São também cerca de 2.000 ruas e 47 bairros. O colégio eleitoral, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral é de 119.919 mil eleitores. Sua arrecadação atual é de aproximadamente R$ 71.241.399,88 (stenta e um milhões, duzentos e quarenta e um mil, trezentos e noventa e nove reais e oitenta e oito centavos). Em linhas gerais foi assim o quadro existente quando da criação do município de Mesquita, salvo engano o último criado no Estado do Rio de Janeiro.

Voltando à década de 1940 do Século XX queremos registrar que na comunidade mesquitense surgiram as primeiras igrejas batistas: Primeira de Mesquita (1942), Segunda de Mesquita (1949),; na década de 1950 apareceram novas igrejas: Edson Passos (1952), Rocha Sobrinho (1957), Chatuba (1958) e Banco de Areia (1959); na década seguinte apareceram outras igrejas: Primeira de Juscelino (1961), Betel de Mesquita (1962), Central de Mesquita (1963); na década de 1970 surgiu a Igreja de Vila Emil (1970); em (1980), as igrejas: Boas Novas (1982), Jacutinga (1983), Memorial de Mesquita (1984) e Ebenézer de Mesquita (1989); entramos na década de 1990 com novas igrejas: Cosmorama (1990), Centra de Rocha Sobrinho (1993), Getsêmani (1996) e Segunda de Juscelino (1997). No Século XXI, quatro novas igrejas foram organizadas. São elas: Árvore da Vida (2003), Nova Aliança (2005), Memorial Missionária (2005) e Nova Esperança (2006).

Com a emancipação de Mesquita, em 1999, com as eleições municipais de 2000, veio também um ardente desejo dos batistas mesquitenses alcançarem sua emancipação. Na última assembléia da Associação Batista Iguaçuana, no templo da Igreja Batista de Vila Emil, presidida pelo Pastor Iomael Sant’Anna, foi harmoniosamente celebrado o acordo de desligamento das igrejas batistas mesquitenses daquela Associação para surgir, oficialmente, no dia 22 de março, no templo da Primeira de Mesquita, ainda sob a presidência do Pastor Iomael Sant’Anna a Associação Batista Mesquitense – ABAMES, com 17 igrejas fundadoras pois a Igreja de Cosmorama ainda permaneceu na Iguaçuana. Atualmente a ABAMES reúne 22 igrejas.

Othon Ávila Amaral

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