Uma família na fé em Cristo Jesus

GLÓRIA DE DEUS NA ADORAÇÃO – PARTE I

“Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.”
(Salmo 29:1,2)

A adoração da glória de Deus é a razão pela qual existimos. Na verdade, é razão pela qual toda a realidade existe. Tudo o que existe foi criado tendo como propósito o louvor da glória do Criador.
Por essa razão, os homens devem, assim como toda a criação, adoração (tributo) ao Senhor por Sua glória. Deus é o centro de todas as coisas, a razão de todas as coisas e só Ele dá sentido a todas as
coisas. Ele é o eixo ao redor do qual tudo gira e converge. Tudo começa com Deus e deve ter Deus como seu fim. Para corrigir deficiências nessa área, precisamos ser lembrados sobre quem é Deus.

Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele;” (Confissão de fé de Westminster)

Seguindo uma mentalidade anti-bíblica dividimos nossa vida entre atos religiosos e não-religiosos. Essa dicotomia faz com que deixemos a adoração como algo restrito ao culto, muitas vezes a música do culto. Adorar é muito mais do que cantar. Contudo precisamos tratar da adoração no culto público. Infelizmente o que é chamado adoração em boa parte dos cultos contemporâneos é um tipo de “McAdoração”, produzida em escala industrial para satisfazer alguns consumidores. O homem passa a ser o centro do culto, o alvo da adoração. A Queda é justamente a distorção em todas as esferas do propósito criacional de Deus. Assim os homens não deixaram de ser adoradores, nós simplesmente passamos a adorar outras coisas que não a Deus (Romanos 1). O homem desobedece e deixa de oferecer adoração pelo desejo de ser adorado. Jesus, em sua morte, restaura a adoração verdadeira ao Deus verdadeiro. Ele reconcilia todas as coisas e nos abre caminho para podermos adorar a Deus.

Entre tantos exemplos que servem de alerta sobre nosso culto público, temos o de Caim e Abel. Um episódio que deixa claro que a adoração ao Senhor não pode ser feita da maneira como os homens desejam e menos ainda com uma vida que não condiz com o culto oferecido. Deus não ficará comovido com nossas lágrimas e nem impressionado com nossa performance. Quando o povo de Deus se reúne e faz uso de canções para a adoração deve se lembrar que é ao Senhor que estamos cultuando. O pr. Shedd há muito fez o seguinte alerta:

Em diversas partes do mundo, surge um volume notável de literatura com o objetivo de tornar a adoração cristã mais contemporânea, mais relevante e contextualizada. Quando o interesse dos que congregam para adorar se torna o alvo prioritário, o culto forçosamente ganha características de entretenimento. A experiência do adorador recebe prestígio acima da do criador. Mas o que de fato é relevante é o que Deus acha do nosso louvor, orações, mensagens e ofertas.”

Nossa adoração não pode ser moldada pelas preferências de um mundo rebelado contra Deus e que está escravizado pelo pecado. As Escrituras e somente elas devem regular o genuíno culto cristão.

Pr. Fábio Luciano

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