Uma família na fé em Cristo Jesus

A MORTE FOI MORTA NA MORTE DE CRISTO

Por Pr. Judiclay Santos

… graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”.

(1 Co. 15.57)

O Brasil está de luto. O país inteiro, de norte a sul, está comovido com a morte de 71 pessoas no trágico acidente de avião na Colômbia. À bordo estavam atletas e dirigentes do Chapecoense, time de futebol de Chapecó – SC. Alguns jornalistas acompanhavam o time que disputaria a primeira partida da final da Copa Sul Americana e também foram vítimas fatais. Ao todo, entre passageiros e tripulação, 71 pessoas morreram. Apenas 6 pessoas sobreviveram àquele fatídico voo. A cada entrevista, parentes e amigos, vão as lágrimas. Não apenas os moradores da cidade de Chapecó, mas o Brasil e o mundo deram muitas provas de consternação face a esse triste realidade da morte.

Diante dessa situação, somos levados a refletir sobre a fragilidade da vida e a nossa falta de gerência sobre ela. De fato, como diz o apóstolo Tiago, a vida é como uma neblina que cedo passa (Tg 4.14). A morte está sempre à espreita e chega quando menos se espera. “Quem há que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?” (Sl 89.48). A morte é inevitável, embora seja sempre antinatural. “A própria existência do medo da morte, que é a raiz de praticamente todos os temores humanos, é uma clara indicação de que a morte não é um fato natural, embora sua incidência seja universal”. Akbar Abdul-Haqq (teólogo indiano)

Divine Meditations é uma obra escrita pelo poeta inglês John Donne (1571-1631). Nessa coletânea de textos, ele fala sobre a esperança de ver a morte vencida, pois sabe que “o último inimigo a ser destruído é a morte” (1 Co 15.26). À luz dessa gloriosa esperança, Donne poetizou:

Não te orgulhes, ó morte, embora alguns te chamem poderosa e valente, tu não o és. Pois aqueles que pensas que abateste não morrem, pobre morte, tampouco podes matar;do descanso ao sono, que refletes quem és. Muito prazer vem de ti, muito mais deve fluir, e logo o melhor de nós contigo irá, Descanso dos ossos e entrega da alma. És escrava do destino, da sorte, de reis e homens desesperados, Habitas com o veneno, a guerra e a enfermidade, Papoulas e encantamentos também nos fazem dormir, Melhor do que teu golpe; por que então te envaideces? Um rápido descanso, acordamos eternamente, E não haverá mais morte; Morte, tu morrerás”.

Nós cristãos, somos o povo da esperança. Embora ainda estejamos sujeitos à morte física, sabemos que a morte não tem a palavra final, pois foi derrotada pelo Autor da vida. Jesus nasceu para morrer. O Verbo se fez carne para que pudesse experimentar a morte em nosso lugar. “Visto que Deus por si só não poderia provar a morte, e que o homem por si só não poderia vencê-la, Ele tomou sobre si a natureza humana em união com a natureza divina, para que sujeitasse a fraqueza daquela a uma morte expiatória, e que pudesse, pelo poder da natureza divina, entrar em luta com a morte e ganhar para nós a vitória sobre ela”. João Calvino
A derrota da morte pela ressurreição de Jesus Cristo é um tema predominante na tradição cristã. Fundamentados nas Sagradas Escrituras, cremos que a morte foi vencida. Nas palavras de John Owen, A MORTE FOI MORTA NA MORTE DE CRISTO. O cristão pode celebrar a vitória de Cristo sobre a morte e fazer coro com o apóstolo Paulo:

Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”.

1 Co 15.55-57

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